Tuesday, September 30, 2008

Amar, amar, amor


Tudo um dia acaba. Tudo. Tenho pensado nisso há dias. E se tudo realmente um dia acaba, quer dizer que até o que sinto por você irá se acabar.
É estranho. Ainda estou tentando compreender qual o sentido de deixar que esse amor cresça dentro de mim, cada dia mais e mais, se sei que ele um dia acabará. Qual o nexo? Nenhum. Isso é o que mais me enlouquece. Não tem lógica, é tudo confuso demais.
E depois que esse amor se acabar, o que vai ocupar o lugar dele dentro de mim? Terei que deixar que outro amor nasça aqui dentro, mesmo sabendo que assim como o anterior ele tambéem se acabará.

Pior é saber que o amor um dia acaba e que mesmo assim só serei realmente feliz se tiver a quem amar, se eu puder sentir meu coração bater fortee, assim como bate toda vez que te vejo. É como se o amor tivesse, mesmo que indefinido, um prazo de validade.
Enfim, mesmo sabendo que da mesma forma que começa tudo termina, prefiro amar. Amar incondicionalmente, mesmo que inevitavelmente esse amor vá se acabar um dia e eu acabe sofrendo.

Wednesday, July 9, 2008

Eu vou te esperar


Eu fiz loucuras pra te encontrar
Fui paciente pra te esperar
Fui seu amigo pra te entender
Sempre disposto a te escutar.
Me fiz mais forte para aguentar
Essa angüstia de te esperar
Fiz palhaçadas pra te ver sorrir
Falei besteiras pra te alegrar.
Eu virei noites pensando em você
E em uma maneira de explicar.
Como isso tudo foi acontecer
Como por você fui me apaixonar.
Tudo que eu faço pensando em você
É só o meu jeito de te falar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar, eu vou te esperar.
Tudo que eu faço pensando em você
Quem sabe assim você vá si tocar
Que é só você fazer acontacer
Que eu vou te esperar, eu vou te esperar.
Me puis no seu lugar pra compreender
Mudei meus planos pra te acompanhar
Fiz abisurdos pra te surpreender
Roubei estrelas pra te encantar..
Criei disculpas pra poder te ver
Já tomei chuva só pra te abraçar
Me escondi pra não te ver sofrer
E quis morrer quando eu te vi chorar.
E o nosso beijo faz enlouquecer
Que eu perco a hora até perco o ar
É tão perfeito é tudo tão lindo
Parece que faz o tempo parar.
Tudo que eu faço pensando em você
É só o meu jeito de te falar
Que não importa o tempo que for
Eu vou te esperar, eu vou te esperar.
Tudo que eu faço pensando em você
Quem sabe assim você vá si tocar
Que não importa o tempo que for
Que eu vou te esperar, eu vou te esperar.
Eu vou te esperar.
Eu vou te esperar.
Me arrisquei pra não te perder
Abri meus braços pra me entregar
Eu não fiz nada pra esse amor nascer
Mais faço tudo pra não se acabar.

Tuesday, July 8, 2008

Fadas não existem



Um dia você cresce. Cresce e descobre que na vida real nada é simples, fácil e colorido. Não existem fadas, dragões ou duendes. O sapo será sempre o sapo, não há a menor chance de ele vir a se tornar um princípe.
Descobre que até mesmo as pessoas que você mais ama um dia irão lhe ferir, lhe fazer sofrer, e que mesmo depois de tudo que sofreu você irá perdoar. Perdoar e esquecer tudo de ruim que aconteceu como se aquilo não fosse nada.
Descobre que as coisas nem sempre são o que parecem ser, mas são sempre bem piores do que você imaginava ser.
Descobre que o amor não vence tudo, muito pelo contrário, só causa ainda mais dor e sofrimento. Só o amor não é capaz de lhe tornar feliz.
Descobre que o bem nem sempre vence e que existem muitas coisas ruins por aí. Coisas que você nunca sequer imaginou existir e que mais cedo ou mais tarde você terá de enfrenta-las, querendo ou não.
Descobre que o mundo todo é invejoso e egoísta, e que ele gira em função de uma única coisa. Dinheiro.
Descobre que por mais que você tente ser honesto e bom, de alguma forma você será corrompido. Vai passar alguns dias sem se olhar no espelho, mas no final você se acostuma, afinal todos fazem coisas erradas. Você é apenas mais um.
Descobre que sonhos são apenas sonhos. Um dia você acaba desistindo de todos eles. No mundo real não há lugar para sonhadores.
O pior de tudo isso? Descobri que eu cresci.

Monday, March 17, 2008

Declaração





Uma noite. Foi o tempo que gastei tentando encontrar a melhor maneira de me expressar.Uma noite em claro, deitada em minha cama, olhando para o teto do meu quarto, buscando nele alguma forma de dizer o que sinto. Decidi então declarar-me: "amo três garotas".Isso mesmo, sou apaixonada por três garotas.Não é uma ou duas, são três.
Pensei estar ficando louca. Como pode no coração de um só ser existir tanto amor? Mas não é á toa que as amo tanto assim.Elas me completam. Assim como não existe música sem melodia, não existe eu sem elas.

Quando estou junto delas me sinto mais forte, parece que tudo é mais bonito, feliz e colorido. Não há em minha memória sequer uma lembrança feliz em que elas não estejam presentes.

Quero poder cuidar delas. Tenho medo que elas sofram, medo de que o mundo feio em que vivemos as faça chorar. Faço tudo que está ao meu alcance para ver em seus rostos "aquele" sorriso que me faz sorrir também. Eu vivo e morro por elas.

Isso foi o que consegui botar pra fora, mas o que sinto por elas é bem maior e bem mais forte que tudo isso que aqui escrevi. O que sinto é tão forte que se colocado em palavras ficaria sem sentido, seria apenas palavras. Minhas meninas, espero tê-las sempre e sempre comigo. Vocês tornam minha vidinha feliz.




Minhas três meninas: Maninha Jully, priminhas Liny e Nessa.

Thursday, February 28, 2008

O amor maior que o mundo



Era uma vez uma garota, mas não uma garota normal. Ela era diferente e isso não se atribuía ao fato de seus olhos brilharem mais do que o céu cravejado de estrelas. Era diferente porque amava demais.
Amava tanto, mas tanto que o amor já não cabia dentro dela. O amor era maior que ela, maior que o mundo, um amor sem fim.
A garota precisava dar um jeito naquilo. Não aguentava mais guardar aquele amor.A única maneira porém de resolver a questão era dando seu amor ao menino. Mas como?Talvez ele nem soubesse que ela existisse.
Pensou, pensou e pensou, entretanto continuava sem saber o que fazer. Saiu andando pela rua sob o céu coalhado de estrelas, esperando que a qualquer momento, numa esquina qualquer encontrasse a solução para o seu problema. Sentiu o vento tocar seu rosto. A brisa suave, porém não trouxe a solução, trouxe apenas uma felicidade súbita e por incrível que pareça ela sentiu que o amor dentro dela havia crescido um pouquinho mais.
O que fazer? Perguntou ao vizinho, ao prefeito e a um pessoalzinho que jogava cartas na praça. Conta pra ele! - diziam todos sem pensar duas vezes. Mas ela tinha medo.
E se ele não a amasse?
Ela iria murchar como uma uva passa, choraria até o dia 17 de Fevereiro de 2.928.
Caminhou um pouco mais noite adentro. Resolveu então ouvir seu coração, ele sim poderia lhe dizer o que fazer. Parou por um instante, em silêncio, tentando não ouvir os ruídos do mundo ao redor. O que eu faço, o que eu faço, repetia para si mesma. Seu coração acelerou, deu um pulo, por um momento pensou que ele fosse sair de seu peito e ganhar o mundo, mas ele não o fez. Continuou ali dentro, batendo e batendo como se dançasse ao ritmo da mais linda melodia. Naquele momento ela teve certeza: tinha que dizer ao menino o quanto o amava, tinha de dar todo seu amor para ele.
Precipitou-se pela cidade atrás do garoto. Procurou em todos os lugares, nos bares, nos jardins, no fundo do rio e debaixo das pedras que cobriam as ruas. Enfim encontrou-o, sozinho, andando pela noite.
Hesitou por um momento, respirou fundo e foi ao encontro dele.Não disse nada, mal conseguia respirar, simplesmente jogou todo seu imenso amor em cima do menino. Estranho, não sentiu-se aliviada,continuou a sentir sobre si o peso de um grande amor. Quis gritar mas foi calada pelo menino que tomou-a em seus braços. Ele a amava! O menino despejara sobre a garota todo o amor que por ela sentia. Ele também era diferente. Jazia em Seu peito um amor tão grande que quase não cabia dentro dele. Um amor maior que o mundo.

Wednesday, February 20, 2008

Medo


Medo de não ser capaz de lutar pelos meus sonhos.


Medo de perder as esperanças e desistir.


Medo de não conseguir.


Medo de não morar onde quero.


Medo de ficar minha vida toda num mesmo lugar.


Medo de não conhecer o que há lá fora.


Medo de ter sempre a mesma vidinha monótona e sem graça.


Medo de não conhecer gente nova.


Medo de não ter por perto meus bons e velhos amigos.


Medo de ficar sozinha.


Medo de desapontar as pessoas que são importantes para mim.


Medo de que elas acabem partindo sem saber o quão importantes são para mim.


Medo de não conhecer a pessoa "especial" que será capaz de mudar minha vida.


Medo de nunca viver um grande e verdadeiro amor e morrer sem saber o quanto é bom amar e ser amado.


Medo de não ser feliz.


Apenas medo da incerteza.

Monday, February 18, 2008

Por que dói tanto?


Tudo que eu mais queria era acreditar que tudo ainda pode voltar a a ser como antes.Apenas apagar tudo de ruim que aconteceu e ter você de novo aqui comigo.Sentir você e outra vez ouvir você dizer que me ama, e que vamos ficar para sempre juntos.Sei, tenho que ser forte, te esquecer, mas não é o que realmente quero.
Passo o dia olhando pela janela, esperando que você apareça trazendo consigo aquele sorriso que me deixa boba e me faz tão bem.Assim se passam o dias, minha espera é em vão.Você não vai voltar.Tento sufocar em mim esse amor.Teimo em dizer que não te amo mais, que você não vive mais em mim, porém ao menor descuido meu, sinto como se esse amor crecesce dentro de mim, cada dia mais e mais.É como se a qualquer momento ele pudesse vir à tona, como se fosse explodir dentro de mim.
Daí vem a péssima sensação de que eu errei, a culpa de você ter ido embora foi minha.Falhei, deixei escapar da minha vidinha a única pessoa que fui capaz de amar.Repasso momentos, tento encontrar nos detalhes minha falha, o que fiz de errado.Logo desisto. Está tudo terminado e já não importa mais quem cometeu os erros e mesmo que, eu fosse capaz de assumir que errei e pedir desculpas, de nada adiantaria. Acabou e nada trará você de volta.
Destraio-me e as lembranças teimam em voltar. Me perseguem, me torturam.Ouço sua voz, sinto seu cheiro.Alegro-me imaginando você aqui comigo, mas a felicidade logo esvaie-se.Tento então espantar as lembranças, mandá-las para bem longe e trancá-las em algum lugar de onde não possam nunca mais voltar para me atormentar e me enlouquecer.
Depois de muito tempo, consigo enfim desfazer-me das lembranças e o que resta então é um vazio. Um enorme vazio que se transforma em lágrimas.As lágrimas escorrem pela minha face, têm um gosto amargo.O gosto de um amor mal terminado, talvez um amor imaginário, que nunca existiu, nunca foi real.Mas se nuca foi real, porque dói tanto?